Os Foguetes Maravilha exploram modos de estar em cena e de se relacionar com o público. Suas encenações borram os limites entre palco, platéia, ficção e realidade, e empilham camadas de significados, linguagens e procedimentos artísticos, criando um território híbrido e fluido. Um teatro que se baseia na comunicação com os espectadores e na revelação dos mecanismos cênicos, convidando o público a questionar seu próprio papel no mundo.
NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL texto e co-direção: Felipe Rocha direção: Alex Cassal elenco: Felipe Rocha, Renato Linhares e Stella Rabello assistência de direção: Ignacio Aldunate direção de movimento: Alice Ripoll iluminação: Tomás Ribas cenário: Aurora dos Campos direção musical: Rodrigo Marçal figurinos: Antônio Medeiros colaboração na criação: Marina Provenzano direção de produção: Tatiana Garcias (RJ) / Henrique Mariano (SP) realização: Foguetes Maravilha
O espetáculo estreou em abril de 2011 no Teatro Maria Clara Machado, no Rio de Janeiro. Desde então, realizou mais três temporadas cariocas e participou de festivais como Cena Contemporânea (DF), POA em Cena (RS), FIAC (BA) e Circuito Estadual das Artes (RJ). Por este texto, Felipe Rocha recebeu os prêmios Shell, APTR e Questão de Crítica na categoria autor.

Em cena, uma discussão de casal inicia um vertiginoso jogo de troca de papéis. Recriando os embates violentos e delicados que nos acompanham desde o pátio do jardim de infância, NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL traz as relações familiares para o centro da arena. O quanto ainda temos da criança que fomos um dia? O que nos motiva a sair de casa e virar adultos? Como aprendemos a dividir e conviver com os outros? Por que você tem que sair para trabalhar? Por que as marmotas hibernam?

NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL por DALTON VALÉRIO

É mais do que gratificante assistir a uma peça original, inteligente, com conteúdo e divertida, de um jovem autor nacional; NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL, de Felipe Rocha, é tudo isso. Um momento privilegiado de teatro e razão para comemorações quando se fala da nova dramaturgia brasileira.

— Bárbara Heliodora, crítica teatral

Valendo-se de uma dinâmica cênica em total sintonia com o material dramatúrgico, com permanente alternância de climas e abruptos cortes que surpreendem e encantam em igual medida, Cassal e Rocha exibem o mérito suplementar de haverem extraído ótimas atuações do elenco. Exibindo performances irretocáveis, tanto no que diz respeito ao texto articulado como em relação às diversificadas composições físicas, o trio ainda evidencia maravilhosa contracena e comovente prazer de compartilhar o mesmo palco.

— Lionel Fischer, crítico teatral
NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL por DALTON VALÉRIO
NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL por DALTON VALÉRIO
NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL por DALTON VALÉRIO

NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL se afirma como consequência de integridade criativa que propõe uma dramaturgia viva, revitalizada, que incorpora a participação do espectador como personagem atuante desta lúdica exposição de flashes de vida.

— Macksen Luiz, crítico teatral
NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL por FELIPE LIMA
NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL por FELIPE LIMA

Aventura lewiscarrolliana do lado esquerdo do fígado e dos pulmões.

— Thiarê Maia, atriz

Os atores são extraordinariamente bem preparados, mas não fazem da técnica a sua muleta – tudo tem sua hora, seu lugar e sua propriedade. A intimidade entre eles mesmos e com os temas trazidos à cena é total, e nos envolve. Não parece pertinente falar aqui de ‘dramaturgia fragmentada’, dada a fluidez das passagens de uma cena para a outra, a pertinência dos cortes e inserções que vão nos conduzindo e nos levando, e a gente sente – mais do que sabe – que entendeu tudo.

— Sandra Parra, crítica teatral
NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL por CLARA CAVOUR
NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL por RENATO MANGOLIN