Em cena, uma discussão de casal inicia um vertiginoso jogo de troca de papéis. Recriando os embates violentos e delicados que nos acompanham desde o pátio do jardim de infância, NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL traz as relações familiares para o centro da arena. O quanto ainda temos da criança que fomos um dia? O que nos motiva a sair de casa e virar adultos? Como aprendemos a dividir e conviver com os outros? Por que você tem que sair para trabalhar? Por que as marmotas hibernam?
É mais do que gratificante assistir a uma peça original, inteligente, com conteúdo e divertida, de um jovem autor nacional; NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL, de Felipe Rocha, é tudo isso. Um momento privilegiado de teatro e razão para comemorações quando se fala da nova dramaturgia brasileira.
— Bárbara Heliodora, crítica teatral
Valendo-se de uma dinâmica cênica em total sintonia com o material dramatúrgico, com permanente alternância de climas e abruptos cortes que surpreendem e encantam em igual medida, Cassal e Rocha exibem o mérito suplementar de haverem extraído ótimas atuações do elenco. Exibindo performances irretocáveis, tanto no que diz respeito ao texto articulado como em relação às diversificadas composições físicas, o trio ainda evidencia maravilhosa contracena e comovente prazer de compartilhar o mesmo palco.
— Lionel Fischer, crítico teatral
NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL se afirma como consequência de integridade criativa que propõe uma dramaturgia viva, revitalizada, que incorpora a participação do espectador como personagem atuante desta lúdica exposição de flashes de vida.
— Macksen Luiz, crítico teatral
Aventura lewiscarrolliana do lado esquerdo do fígado e dos pulmões.
— Thiarê Maia, atriz
Os atores são extraordinariamente bem preparados, mas não fazem da técnica a sua muleta – tudo tem sua hora, seu lugar e sua propriedade. A intimidade entre eles mesmos e com os temas trazidos à cena é total, e nos envolve. Não parece pertinente falar aqui de ‘dramaturgia fragmentada’, dada a fluidez das passagens de uma cena para a outra, a pertinência dos cortes e inserções que vão nos conduzindo e nos levando, e a gente sente – mais do que sabe – que entendeu tudo.
— Sandra Parra, crítica teatral








